quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Edital do metrô de Curitiba será lançado em março

26/02/2014 - Bem Paraná

Secretário municipal da Administração e Planejamento, Fábio Scatolin, durante uma audiência para discutir o Metrô. Após a publicação do edital, empresas terão 45 dias para apresentar suas propostas

O edital de licitação para a construção do metrô ficará pronto em março, junto com os anexos e a versão final do contrato. Assim que for publicado o edital, haverá um prazo de 45 dias para que as empresas ou consórcios interessados apresentem suas propostas.

Essas informações foram repassadas pelo secretário municipal da Administração e Planejamento, Fábio Scatolin, durante uma audiência para discutir o Metrô de Curitiba realizada nesta terça-feira (25), na Câmara Municipal. Scatolin reforçou a importância do processo democrático e das contribuições da sociedade na elaboração do edital do Metrô de Curitiba. "Recebemos mais de 500 contribuições, e isso é extraordinário", disse.

Também participaram da audiência o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Sérgio Pires, o presidente da Urbs, Roberto Gregório, o secretário de Obras Públicas, Sérgio Antoniasse, e o secretário de Tecnologia da Informação, Paulo Roberto Miranda.

Fábio Scatolin disse que o período de consulta pública, que durou 30 dias, foi concluído em 10 de fevereiro. No momento, a equipe técnica da Prefeitura Municipal de Curitiba dedica-se à análise das sugestões apresentadas. O secretário anunciou que, nos próximos dias, a Prefeitura vai responder todos os questionamentos e sugestões apresentados. "E após a análise das contribuições da sociedade, vamos elaborar a versão final do edital de licitação, junto com seus anexos e com o contrato", confirmou Scatolin.

O secretário também informou, durante a audiência, que técnicos da Prefeitura mantêm contato permanente com as equipes do governo federal que estão preparando a liberação dos recursos do Plano de Mobilidade de Alta e Média Capacidade de Curitiba que, além do metrô, também vão assegurar as obras do Inter 2, Linha Verde e Aumento da Capacidade do BRT, totalizando R$ 5,3 bilhões. A expectativa é que a portaria seja assinada nos próximos dias.

Durante a audiência, o presidente do Ippuc, Sérgio Pires, destacou que o metrô deve ser visto como uma oportunidade. "Com a implantação do metrô e dos demais projetos de mobilidade, Curitiba caminha para a adoção da multimodalidade. A cidade viverá uma transformação tão grandiosa quanto a que ocorreu após a aprovação do Plano Diretor de 1966, que terá impacto altamente positivo no desenvolvimento do município", avaliou Pires.

Cronograma

Após o lançamento do edital e apresentação das propostas, a assinatura do contrato com a empresa vencedora da licitação deverá ocorrer em junho. O prazo para início das obras do metrô está previsto para julho desse ano. A partir daí, a empresa terá até seis anos para concluir a obra. "Mas a nossa expectativa é de que isso venha a ocorrer em cinco anos, pois a empresa vencedora do consórcio terá interesse de iniciar a operação do sistema o mais breve possível para que possa ter o retorno de seu investimento", explicou Scatolin.

Pesquisa de Origem e Destino

Os vereadores pediram esclarecimentos a respeito da Pesquisa de Origem e Destino que a prefeitura de Curitiba irá elaborar. O presidente da Urbs, Roberto Gregório, explicou que o corredor norte-sul, por onde passará a linha do metrô, já tem estudos de demanda consolidados e, por isso, não depende dessa pesquisa. No entanto, a Pesquisa de Origem e Destino será fundamental para definir a futura integração do sistema de transporte coletivo ao metrô. "Essa nova malha de deslocamentos, para consolidar a integração multimodal, é que será definida a partir da pesquisa", disse Gregório.

Foto: Maurilio Cheli/SMCS

Fonte: Bem Parana

domingo, 19 de janeiro de 2014

Pela 1ª vez, Curitiba vai realizar pesquisa de origem-destino

Amanda Audi

15/01/2014 - Gazeta do Povo

Prometido há anos, levantamento deve ser iniciado ainda em 2014 e custar R$ 6 milhões. Em São Paulo, por exemplo, estudo é feito decenalmente



Pela primeira vez, Curitiba vai fazer uma pesquisa de origem-destino, estudo que pode influenciar todo o transporte público da capital e que consta no projeto original do metrô curitibano. A pesquisa mede as necessidades de locomoção dos moradores da cidade, sejam de transporte coletivo ou veículo próprio, e é usada em grandes cidades de todo o mundo para basear as políticas públicas de transporte. Em São Paulo, por exemplo, pesquisa semelhante é feita a cada 10 anos.

O anúncio de que Curitiba pesquisaria a origem e destino de seus passageiros é antigo. A última novidade foi em março do ano passado, quando havia se iniciado o processo para licitação do projeto. Até agora ele ainda não saiu do papel. Segundo o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), a iniciativa ainda está em fase inicial de descrição técnica, etapa anterior à licitação. O instituto afirma, porém, que a pesquisa deve ser iniciada ainda este ano pela Prefeitura de Curitiba.

Uma audiência pública para discutir a minuta e o lançamento do edital do metrô de Curitiba acontece nesta quarta-feira (15), no Salão de Atos do Parque Barigui, das 15h às 18h. Qualquer pessoa poderá dar sugestões ou opinar sobre o projeto do metrô na capital.

Ainda há poucas informações sobre como será feito o levantamento e quando serão divulgados os primeiros dados a partir dele. O Ippuc informou apenas que o custo total será de R$ 6 milhões, que seriam bancados pela prefeitura e recursos da Agência Francesa de Desenvolvimento. As demais informações, segundo o Ippuc, serão divulgadas "oportunamente". A prefeitura não se manifestou sobre o assunto e a Urbs comentou apenas que a pesquisa vai ser "ampla".

Projeto do metrô já foi definido
Mesmo sem a pesquisa, o projeto do metrô já está em andamento, financiado e com traçado praticamente definido. O estudo só deve dar resultados no fim deste ano ou em 2015. O metrô deve começar a funcionar em 2016.

Uma das partes do projeto inicial do metrô, o Estudo de Impacto Ambiental e do Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (EIA-Rima), consta que a pesquisa origem-destino seria a "única" possibilidade confiável de inferir "quantos possíveis deslocamentos, hoje feitos com veículos privados, poderiam ser conquistados pelo metrô".

Isso significa que a pesquisa deveria ser uma das bases para orientar o traçado do metrô, já que mediria um número aproximado e confiável de pessoas que deixariam de andar de carro para pegar o coletivo. Com as respostas da pesquisa também é possível adaptar itinerários de ônibus, bem como a frequência deles, de modo a estimular o uso do transporte coletivo e aliviar o trânsito da capital.

As obras do metrô são divididas em duas fases. A primeira terá 17,3 km, ligará o CIC Sul ao Terminal do Cabral e começará a ser construída no segundo semestre do ano que vem. Já a segunda, que elevará a novo modal para 22 km, estendendo a linha original até o Terminal do Santa Cândida, não tem custo nem prazo definidos.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Leilão do metrô de Curitiba deve ocorrer em maio

10/01/2014 - Valor Econômico

A prefeitura de Curitiba colocou em consulta pública a minuta do edital de licitação para o esperado metrô da capital paranaense. O documento deverá ser lançado no fim de fevereiro e a expectativa é a expectativa é que o leilão ocorra em maio.

A licitação em modelo de parceria pública-privada será feita pela menor tarifa - o valor máximo foi estabelecido em R$ 2,54. Além disso, o consórcio ganhador receberá do poder público um aporte anual de R$ 30 milhões, atrelado a um índice de qualidade. Quanto melhor a prestação do serviço, mais o consórcio recebe.

Tudo somado, a receita máxima nos 35 anos de concessão é de R$ 12,2 bilhões. Outros R$ 611 milhões poderão ser arrecadados em receitas acessórias, como publicidade e a exploração de atividades comerciais.

"Estamos sendo procurados por representantes do mundo inteiro. Temos absoluta clareza de que as principais operadoras do Brasil e do mundo estão acompanhando esse projeto", afirmou o prefeito Gustavo Fruet (PDT).

A obra está orçada em R$ 4,57 bilhões. Do total, R$ 1,36 bilhão virá do setor privado, R$ 1,8 bilhão da União e o restante será bancado por Estado e município.

Pelo projeto inicial, a previsão era que a tarifa-teto fosse estipulada em R$ 2,71. No ano passado, porém, Fruet decidiu abrir um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) e chamar empresas interessadas a apresentar novos estudos.

O vencedor foi a Triunfo Participações, que propôs estender o traçado em mais 3,5 quilômetros. O trajeto, que apesar de curto, permitiria alcançar um bairro populoso da cidade, aumentando a demanda e reduzindo a tarifa. "Estamos tranquilos em acreditar que nesse nível de tarifa o projeto é viável e o setor privado não terá prejuízo", garantiu o secretário de Planejamento, Fábio Scatolin.

No dia 15 será feita uma audiência pública para discutir o edital. As obras devem começar no segundo semestre e a prefeitura espera a entrega da primeira etapa do metrô em quatro anos.

Estudado desde os anos 60, o projeto do metrô curitibano só começou a sair do papel depois dos protestos de junho do ano passado, que trouxeram a questão da mobilidade urbana para o centro da discussão.

Em outubro, a presidente Dilma Rousseff anunciou em Curitiba a liberação de recursos federais a fundo perdido para a obra e determinou que a Secretaria do Tesouro Nacional liberasse empréstimos para o Estado do Paraná cumprir sua parte.

O metrô curitibano terá 17,6 quilômetros - sendo mais de 15 quilômetros subterrâneos - e 14 estações. Ainda será discutido como será feita a integração com outros modais, como os ônibus, que tornaram Curitiba conhecida como modelo de eficiência, mas hoje operam no limite e são alvos de reclamações constantes da população. 

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Dilma anuncia investimento de R$ 5,3 bilhões no transporte coletivo de Curitiba

29/10/2013 - Agência Brasil, Mariana Tokarnia

Brasília - A presidenta Dilma Rousseff anunciou hoje (29) o investimento de R$ 5,3 bilhões no transporte coletivo de Curitiba e da região metropolitana. Os recursos serão investidos em conjunto com os governos estaduais e municipais. A parcela federal faz parte dos R$ 50 bilhões destinados à mobilidade urbana contidos nos cinco pactos firmados pela presidenta para atender às reivindicações das manifestações de junho e julho deste ano.

O transporte urbano, disse a presidenta, "é uma questão essencial, porque diz respeito à vida das pessoas, não é só a qualidade e a segurança no transporte, mas quantidade de tempo que as pessoas gastam no transporte público do trabalho para a casa e de casa para o trabalho e a quantidade de tempo que as crianças e os jovens gastam para ir e voltar da escola".

Dilma destacou que, em Curitiba, a maior parte dos recursos, R$ 4,56 bilhões, será investida na construção do metrô, com 17,6 quilômetros de extensão. Desses recursos, R$ 1,8 bilhão será do Orçamento Geral da União. Mais R$ 1,4 bilhão serão financiados em condições privilegiadas, com 30 anos de amortização, cinco anos de carência e juros subsidiados.

O governo, segundo Dilma, é o primeiro a oferecer financiamentos desse tipo. "Isso explica por que, durante muito tempo, não se fez metrô neste país, porque não tinha linha de financiamento do governo federal". Mais cidades também serão beneficiadas com investimentos em metrô: Fortaleza, Recife, Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Brasília e Porto Alegre.

"Nossa prioridade é garantir qualidade ao sistema e gerar incentivos para que a população deixe o carro em casa e passe a usar o transporte coletivo e, com isso, todos nós vamos ganhar tempo para as nossas vidas".

A presidenta voltou a falar do andamento de outros dois pactos: para a educação e a saúde. Sobre o Programa Mais Médicos serão, até o final do mês, 3,5 mil médicos atendendo em todo o país, beneficiando cerca de 47 milhões de brasileiros.

Sobre a educação, a presidenta voltou a falar da importância da licitação de Libra. Segundo a presidenta, 75% dos recursos do petróleo gerados por Libra seão destinados ao governo federal, aos estaduais e municipais. Os recursos de Libra, somados aos royalties e a 75% da metade do Fundo Social do Pré-Sal, "que no mínimo estará em torno de R$ 600 bilhões, R$ 700 bilhões. Isso conduzirá a uma receita permanente e constante deste país para investir em educação". Ela disse que o poço já havia sido licitado no passado, mas que não chegou a ser explorado, "pararam a 1,5 mil metros antes de achar [a área do pré-sal], para a sorte do Brasil e dos brasileiros".

A presidenta segue agora para Foz do Iguaçu (PR), onde vai inaugurar uma linha de transmissão na subestação de energia da margem direita de Itaipu Binacional. "Esta linha de transmissão cobrirá 25% da demanda por eletricidade do Paraguai, ampliando industrialização, investimentos e geração de riqueza", escreveu no Twitter.

Edição: Fábio Massalli

Metrô e empréstimos garantem investimentos de R$ 6,5 bi no Paraná

29/10/2013 - Gazeta do Povo

A negociação sobre a divisão de gastos com a construção do metrô de Curitiba deve abrir caminho para a liberação de mais sete empréstimos negociados pelo governo do Paraná. Ontem, o estado confirmou a proposta de tomar emprestado da União R$ 700 milhões para a obra, estimada em R$ 4,568 bilhões. Após a decisão, segundo informações do governo estadual, a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) teria se comprometido a avalizar, dentro de uma semana, a contratação das demais operações de crédito, que somam R$ 3,248 bilhões.

O anúncio sobre o acordo financeiro para o metrô e outros quatro projetos de mobilidade urbana na capital e região metropolitana será feito hoje, em Curitiba, pela presidente Dilma Rousseff. O desfecho da negociação, que começou na quinta-feira passada e prosseguiu até ontem, também deve englobar uma contribuição maior da prefeitura. Município e União, contudo, não confirmaram suas participações exatas.

O governo federal vai custear cerca de R$ 3,3 bilhões do metrô (72% do total) e o outro R$ 1,268 bilhão (28%) deve ficar por conta do parceiro privado responsável pela construção e operação do sistema. Da parte da União, entre R$ 1,7 bilhão e R$ 2 bilhões serão liberados do orçamento-geral a fundo perdido (sem necessidade de devolução). Outros R$ 700 milhões serão emprestados via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao governo do estado, que assim dobra a sua participação no projeto (antes havia a garantia de R$ 300 milhões), e entre R$ 600 milhões e R$ 900 milhões para a prefeitura.

Negociação

Até ontem, o principal entrave era a contribuição que caberia ao governo estadual. A situação se resolveu após telefonemas, à noite, da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e do secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, para o governador Beto Richa. De acordo com a secretária estadual da Fazenda, Jozélia Broliani, Augustin garantiu que os sete empréstimos que já estão na STN serão liberados em uma semana – o do metrô ainda não começou a tramitar no órgão. "Isso [o empréstimo para o metrô] agilizou o processo, embora o estado já tenha cumprido os requisitos legais exigidos há muito tempo", afirmou Jozélia.

Os empréstimos começaram a ser negociados pela gestão Richa em 2011 e os entraves à liberação estavam ligados a problemas no caixa estadual detectados pela STN, como excesso de gastos com pessoal e pendências no Cadastro Único de Convênios da União (Cauc). Todas essas questões, de acordo com a secretária, foram resolvidas.

A reportagem tentou entrevistar Augustin, via assessoria de imprensa da STN, mas não obteve retorno.

Prefeitura pode lançar edital do trem subterrâneo ainda neste ano

Mais de dez anos depois da contratação dos primeiros estudos para a construção do metrô em Curitiba, o projeto deve finalmente deslanchar no ano que vem. Com o anúncio da liberação dos recursos, a expectativa da prefeitura é lançar o edital de execução da obra até o final deste ano. O modal será implantado entre cinco e seis anos, com previsão de exploração por concessão de 30 anos.

O prefeito Gustavo Fruet (PDT) destacou que uma das principais preocupações é elaborar um edital claro, de forma a transmitir segurança à iniciativa privada. Por causa disso, o município deve se esmerar na transparência, detalhando cada passo do pagamento do empréstimo do governo federal.

"Isso vai ter que ficar muito claro no edital, porque vai ter participação da iniciativa privada. E a iniciativa privada só entra no processo se tudo estiver muito claro", disse. Fruet preferiu não adiantar de quanto será a participação da prefeitura no projeto.

No total, o metrô terá 22 quilômetros de extensão, mas a verba liberada financiará apenas a primeira etapa do projeto: os 17,6 quilômetros, entre os bairros CIC e Cabral, totalizando 13 pontos de parada, entre estações e terminais.

Outras obras

O governo federal deve anunciar verbas para outras três obras de mobilidade na capital paranaense e uma na região metropolitana. Para Curitiba, devem sair recursos para a conclusão da Linha Verde Norte, para a ampliação da linha Inter 2 e para o remodelamento de linhas de ônibus BRT.

Juntos, os projetos iniciais dessas três obras somam mais de R$ 1 bilhão. A expectativa, no entanto, é que a verba liberada para elas fique perto da metade deste valor. Por isso, os projetos devem sofrer alterações, se adequando ao orçamento. "São modais complementares, que fazem parte do nosso projeto para melhorar o sistema atual, principalmente o BRT e a Linha Verde", observou o prefeito.

São José dos Pinhais também deve ser contemplado com verbas para um projeto de mobilidade: a integração da Avenida Rui Barbosa com a BR-277, com implantação de faixa exclusiva para ônibus. Os recursos para esta obra devem ser de R$ 84 milhões – R$ 42 milhões da União e R$ 42 milhões em empréstimos ao governo do estado.

Autorização

Quatro financiamentos internacionais dependem ainda de aval do Senado

Quatro empréstimos solicitados pelo governo do Paraná em análise na Secretaria do Tesouro Nacional (STN) estão sendo negociados com bancos internacionais e, por isso, precisam também da autorização do Senado. O único que já passou pelo Legislativo, em março, foi um empréstimo de US$ 350 milhões (R$ 763 milhões) do Banco Mundial, que prevê investimentos em agricultura, educação, saúde e meio ambiente. Desde a decisão parlamentar, porém, o desfecho segue pendente de uma última apreciação do STN.

Fora o empréstimo do metrô, ainda devem chegar ao órgão federal nas próximas semanas mais duas operações em fase de negociação com o Banco Interamericano de Desenvolvimento – R$ 890 milhões para construção de estradas que passam por municípios pobres do interior e R$ 327 milhões para o financiamento de ações de infraestrutura em cidades do interior. A liberação delas, no entanto, deve ficar para o ano que vem. (AG)

Opinião

Prioridade para o desenvolvimento

Menos de uma semana atrás, um editorial da Gazeta do Povo terminava com as seguintes palavras: "Para uma pessoa de visão, não importa quem aparecerá na foto da inauguração de uma grande obra de infraestrutura: o que importa é ter uma foto para tirar". Na ocasião, comentávamos a audiência pública em que o governo federal ouviu as sugestões do governo estadual e da sociedade civil organizada para as melhorias no Porto de Paranaguá. O anúncio de hoje é uma oportunidade de retomar este raciocínio, já que são praticamente os mesmos atores envolvidos nas negociações que devem destravar tanto o metrô de Curitiba quanto a liberação de empréstimos para o governo estadual.

Quando os dois lados colocam todas as suas forças na disputa pela paternidade da criança bonita, é o Paraná inteiro que perde – e, no fim, ninguém tem nada de bom para mostrar. Por outro lado, as negociações em torno do porto de Paranaguá e do metrô de Curitiba demonstram que é possível colocar de lado diferenças partidárias em benefício do estado.

Sabemos muito bem que o cenário eleitoral de 2014 colocará de lados opostos os governos estadual e federal, e que a campanha, ainda que não formalmente, já está lançada; mas a disputa pelo Palácio Iguaçu não pode contaminar o entendimento que traz ao Paraná as grandes obras de infraestrutura. No caso do metrô, felizmente isso não aconteceu.

INFOGRÁFICO: Confira a engenharia financeira do metrô e demais empréstimos pedidos pelo governo do PR,

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Metrô curitibano já tem data para a inauguração

01/11/2013 - Paraná Online

Depois do anúncio dos recursos para o projeto do metrô, a população já tem data para inaugurar o sistema. Se tudo se encaminhar conforme o planejado pela Secretaria Municipal de Planejamento - e não ocorrer nenhum atraso no processo durante os próximos quatro anos - o curitibano terá novo sistema de transporte em julho de 2018, no trajeto entre o CIC e a Rua das Flores. Em 2019 deve ficar pronto o trecho até o Cabral.

Apesar do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) apontar para tarifa técnica de R$ 2,71, o secretário Fábio Scatolin, afirma que ainda não será possível estimar o valor da passagem. Isto depende de licitação que ainda está sendo elaborada. "A concorrência é pelo menor preço (tarifa técnica). Estamos preparando o edital de licitação e assim que ficar pronto faremos audiência pública ainda neste mês", disse o secretário, que destacou o interesse na integração do transporte coletivo.

A audiência pública pretende receber mais sugestões sobre o projeto para que o contrato seja assinado e as obras comecem no primeiro semestre de 2014. Durante este ano outros encontros já foram realizados com especialistas e representantes da sociedade e trouxeram novas contribuições ao projeto, como a ampliação da rota até o Cabral.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Dinheiro novo para o metrô curitibano

30/10/2013 - Gazeta do Povo



Dois anos depois de liberar R$ 1 bilhão para o projeto do metrô curitibano, a presidente Dilma Rousseff voltou à capital paranaense ontem para anunciar um aporte maior para a primeira linha de trem subterrâneo de Curitiba. Os custos do projeto dobraram desde então, passando dos R$ 2,3 bilhões estimados em 2011 para R$ 4,568 bilhões neste ano. Agora, a promessa é que o metrô finalmente sairá da prancheta. No mesmo pacote, a União vai financiar também outras três obras em Curitiba. No total, destinará R$ 5,3 bilhões a intervenções de mobilidade no Paraná.

O acordo, que vinha sendo desenhado ao longo da última semana, foi oficializado em tom de aliança entre os governos federal, estadual e municipal. Os custos do metrô serão divididos da seguinte forma: a União vai bancar R$ 1,8 bilhão, a fundo perdido (sem necessidade de devolução), e financiar R$ 1,4 bilhão por meio de empréstimos (R$ 700 milhões à prefeitura e R$ 700 milhões ao governo do Paraná). Outros R$ 1,368 bilhão virão da iniciativa privada. "Essa obra que estamos anunciando hoje não só é factível, como vai começar. Eu acho que isso tem que ser comemorado", destacou a presidente.

A verba vai financiar os 17,5 quilômetros de metrô, ligando os bairros Cidade Industrial e Cabral. Segundo a prefeitura, o edital será lançado ainda neste ano e as obras começarão ainda no primeiro semestre do ano que vem. A implantação do modal deve durar cinco anos, com previsão de exploração por concessão de 30 anos.

"O futuro de Curitiba como cidade multimodal começa a ser escrito hoje, com este plano de mobilidade que trará o maior aporte de recursos que a cidade já recebeu durante 20 anos", comemorou o prefeito Gustavo Fruet (PDT).

Empréstimos

Prefeitura e governo do estado terão "condições diferenciadas" – nas palavras da presidente – para quitar os empréstimos que ajudarão a pagar a conta do metrô. A dívida poderá ser quitada em 30 anos, com cinco anos de carência. "Sem essa estrutura de financiamento, não conseguiríamos fazer uma obra deste porte. Existe financiamento adequado, senão seria insuportável", disse Dilma.

Revisão

Em outubro de 2011, a presidente já havia vindo a Curitiba especificamente para anunciar verbas para o metrô. Na ocasião, divulgou a liberação de R$ 1 bilhão para a obra. As contrapartidas de prefeitura e estado também era menores: respectivamente, R$ 435 milhões e R$ 300 milhões. Àquela época orçado em R$ 2,3 bilhões, o projeto inicial teve de passar por uma revisão. Uma comissão da prefeitura detectou falhas, como demanda superestimada e inadequação de métodos construtivos.

União libera mais R$ 408 milhões para Curitiba

Outros três projetos de mobilidade de Curitiba também vão receber recursos federais. Juntos, a Linha Verde, a ampliação da rede de linhas BRT e do novo anel da linha Inter 2 vão dividir R$ 408 milhões, liberados pela União, a fundo perdido. Ao longo das obras, o município deve entrar com uma contrapartida de cerca de R$ 200 milhões.

Segundo projeções da prefeitura, essas intervenções vão somar mais 68 quilômetros de canaletas ao sistema viário de Curitiba, que hoje tem cerca de 80 quilômetros. Outros 28 quilômetros de vias expressas devem passar por adequações, principalmente para permitir a passagem dos "Ligeirões". O pacote prevê ainda dez novos terminais no eixo Leste-Oeste, além da conclusão da Linha Verde, integrando a capital à região metropolitana.

A prefeitura vai divulgar o detalhamento dos projetos já nos próximos dias, estabelecendo um cronograma. Apesar disso, o prefeito Gustavo Fruet adiantou que as obras devem começar a ser executadas no início do ano que vem. A estimativa é de que o pacote seja concluído em um prazo de três anos.

São José dos Pinhais

O governo federal também destinou R$ 87 milhões, a fundo perdido, ao Paraná. Deste total, R$ 78 milhões vão bancar obras de alargamento, implantação de faixa preferencial de ônibus e 12 estações de transporte coletivo na Avenida Rui Barbosa, em São José dos Pinhais. Com o restante – R$ 8,78 milhões – o governo estadual pretende elaborar outros projetos de mobilidade do Paraná.

Gafe

Fruet chama biarticulado de Ligeirinho e confunde até a presidente

Durante seu discurso, o prefeito Gustavo Fruet confundiu o ônibus biarticulado, popularmente conhecido como expresso e impopularmente conhecido como BRT, com o ligeirinho – ônibus identificados pela cor prateada que trafegam em vias comuns, mas param apenas em estações-tubo e terminais. Sem corrigir o equívoco, o BRT passou a ser chamado de ligeirinho pelos falantes seguintes. Fruet chegou a presentear Dilma Rousseff com uma réplica do Ligeirinho – que, na verdade, era um biarticulado. Simpática, a presidente posou para fotos ao lado da miniatura do ônibus vermelho junto com os presidente da Urbs, Roberto Gregório; do Ippuc, Sérgio Pires; e da Câmara Municipal, Paulo Salamuni. Quando discursou, lembrou como o ex-prefeito Jaime Lerner foi importante ao criar os Ligeirinhos. Mas não foi só ela. O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, embarcou na gafe e elogiou o ligeirinho, tão imitado em todo o mundo. O governador Beto Richa não tocou no assunto, e nem corrigiu.

 "Temos o menor custo por quilômetro [de metrô] entre as capitais brasileiras. E nós estamos em condições de, após a assinaturas dos contratos, imediatamente lançar os editais para, no primeiro semestre do ano que vem, começar as obras." - Gustavo Fruet (PDT), prefeito de Curitiba.

"Hoje, certamente, mais um grande avanço é garantido com essa união aqui celebrada, conseguindo materializar um sonho acalentado há muitos anos." - Beto Richa (PSDB), governador do estado.

"Nós, que vivemos no dia a dia das administrações, sabemos que aquilo que temos que cobrar é justamente isso: que as coisas aconteçam, que ocorram, que saiam do papel e que tenham efetividade." - Dilma Rousseff (PT), presidente da República.